INSCRIÇÕES

Registo nº CCPFC/RFO-33604/13

Destinatários: Educadores de Infância e Professores dos 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, professores do ensino secundário  e professores de Educação Especial

Oficina 25 horas presenciais, 25 horas de trabalho autónomo, 50 horas de formação (2 créditos). Preço Associados: 70 Euros/ Não Associados  100 Euros

Viseu, datas a confirmar 

Formadora : Eulália Albuquerque

Preço : Associados da APECV com as quotas em dia : 50 Euros -  Não associados : 70 euros - Desempregados: 50 Euros

 

Numa sociedade cada vez mais heterogénea e onde se deve procurar dar as mesmas oportunidades formativas a todos os cidadãos, cabe aos professores a responsabilidade de criar as condições que ajudem todos os alunos a aprender. O reconhecimento desta necessidade pressupõe que haja, da parte dos professores, uma atitude mais interventiva, onde o seu modo de atuação, as decisões que tomam, as experiências que proporcionam e as relações que estabelecem com todos os seus alunos se constituem como pilares fundamentais para uma verdadeira inclusão. Em vez de se agrupar (excluir/desistir/percepcionar que não são capazes) alguns alunos porque são considerados, por qualquer razão, “especiais”, deveria haver uma atitude de reconhecimento de que todos são especiais, legitimando a sua individualidade, como algo que deve ser respeitado e valorizado. Isto traduz-se na necessidade dos professores evitarem proporcionar experiências de aprendizagem separadas para grupos de alunos especiais e procurarem implementar um currículo comum com metodologias que tenham em conta
as diferenças individuais dos alunos. Com esta oficina de formação pretende-se promover a reflexão acerca da necessidade da adoção de um paradigma
de abordagem da diversidade, não como um problema, mas como um recurso potenciador de um processo de desenvolvimento individual, social e cultural. Neste contexto, a necessidade de modificação do processo de transmissão e construção do conhecimento e das normas que definem a cultura escolar afigura-se decisiva, bem
como a necessidade de conceder ao aluno um papel mais ativo na construção do conhecimento e a adopção da aprendizagem cooperativa enquanto potenciadora do desenvolvimento da tolerância, da capacidade de comunicação e cooperação e da aprendizagem para a vida, num mundo naturalmente heterogéneo. Assim, torna-se evidente a importância da desconstrução das questões subjacentes à diferenciação pedagógica, nomeadamente as que se prendem com as metodologias e que requerem uma modificação perseverante dos meios e modalidades de trabalho, na sala de aula, bem como das formas de planificação dos procedimentos de ensino e de aprendizagem. O enquadramento dos pais neste processo, sendo natural, dada a sua função de primeiros educadores, deve ser regulado/preparado e aproveitado como uma oportunidade de abordagem holística do aluno e não como um obstáculo. O reconhecimento da importância do trabalho colaborativo na construção de uma cultura de colaboração que predisponha para a reflexão sobre as concepções e as práticas de ensino e aprendizagem, entre os vários agentes
educativos, afigura-se como um dos aspetos a enfatizar nesta formação, com vista à implementação da diferenciação pedagógica no contexto educativo. Em suma, intenta-se com esta formação potenciar a reflexão sobre os discursos assertivos acerca da diferença e das práticas docentes, bem como dotar os intervenientes de conhecimentos teóricos e práticos que lhes permitam,
mediante o recurso à interdisciplinaridade e à transdisciplinaridade, maximizar o contributo e a interação de várias áreas na facilitação do ensino e da aprendizagem dos alunos com e sem necessidades educativas especiais.

Efeitos a produzir: Mudança de práticas, procedimentos ou materiais didácticos
No desenvolvimento deste programa de formação contínua de professores, na modalidade de oficina de formação, pretendemos estabelecer interações formativas entre os professores dos ciclos envolvidos, ajudando-os a melhorar a sua prática pedagógica e a reflexão sobre como dar respostas às dificuldades dos seus alunos, através de um maior conhecimento dos aspectos ligados às metodologias de diferenciação pedagógica e aos desafios da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade.

 

Esta oficina de formação visa atingir os seguintes objetivos:
1. Promover a reflexão sobre processos e práticas de organização e gestão do ensino em grupos heterogéneos;
2. Equacionar os pressupostos fundamentais dos processos de diferenciação pedagógica;
3. Desenvolver competências que possibilitem a utilização de estratégias de diferenciação pedagógica e projetos interdisciplinares e transdisciplinares no contexto educativo;
4. Alicerçar ideias e processos de colaboração com os pais;
5. Construir materiais didáticos em função das situações partilhadas e das especificidades das disciplinas/áreas envolvidas;
6. Aplicar, em contexto educativo, as metodologias estudadas e os materiais didáticos produzidos;
7. Avaliar os impactes das metodologias utilizadas e dos materiais didáticos construídos na melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos;
8. Partilhar os impactes da formação desenvolvida na comunidade educativa.

Conteúdos da acção
I – Introdução à Oficina de Formação
1. Apresentação da Oficina de Formação: Objetivos, conteúdos, metodologia de trabalho, calendarização e avaliação dos formandos
2. Necessidades educativas especiais na diversidade/heterogeneidade: vantagens para o processo de ensino e aprendizagem
II – Necessidades especiais: definição e respostas
1- Individualização, diferenciação curricular e inclusão
2- Fatores que influenciam a aprendizagem dos alunos
3- Necessidades profissionais dos professores para lidar com a diferença
4- Cooperação pais-professores
- Necessidades e expectativas das famílias;
- Competências comunicacionais e interações positivas entre profissionais e família
- Construção de sentimentos de autonomia, competência e dignidade
- Participação ativa nas decisões
- Redução de fatores de stress
5- Pressupostos fundamentais dos processos de diferenciação pedagógica
6- Avaliação enquanto processo regulador da aprendizagem
7- Mediação leitora (ler para aprender)
8- Aprendizagem cooperativa interpares
9- Trabalho colaborativo dos docentes
10- Desafios da interdisciplinaridade/transdisciplinaridade
III – Construção de materiais didáticos para a aplicação em contexto educativo
1- Orientações para a construção de materiais didáticos específicos (construção do protocolo de avaliação diagnóstica, instrumentos/registos de avaliação formativa e sumativa, planificações, projetos interdisciplinares/transdisciplinares) que concorram para a diferenciação dos processos de ensino e de aprendizagem
2- Construção dos materiais didáticos
3. Apresentação/reflexão acerca dos materiais didáticos construídos
IV – Intervenção pedagógica
1- Implementação dos materiais didáticos no contexto educativo
2- Monitorização do processo de implementação
V – Avaliação do programa de formação
1- Apresentação dos resultados da intervenção pedagógica realizada pelos formandos
2- Avaliação dos impactes das metodologias implementados nos alunos e nos professores
3- Transferência da experiência da formação na comunidade educativa
4- Avaliação final do programa de formação

Metodologias de realização da acção
As 25 horas de trabalho presencial estão dívidas em 7 sessões presenciais de três horas e uma sessão de quatro horas e 25 horas de trabalho não presencial.
1ª sessão - trabalho presencial (3,5 horas)
Sessão plenária, seguida de debate e discussão:
I - Introdução à Oficina de Formação
- Apresentação da Oficina de Formação: Objetivos, conteúdos, metodologia de trabalho, calendarização e avaliação
dos formandos
- Necessidades educativas especiais na diversidade/heterogeneidade: vantagens para o processo de ensino e aprendizagem
2ª sessão - trabalho presencial (3,5 horas)
Sessão plenária, seguida de discussão e debate sobre os seguintes conteúdos:
II - Necessidades especiais: definição e respostas
- Individualização, diferenciação curricular e inclusão
- Fatores que influenciam a aprendizagem dos alunos
- Necessidades profissionais dos professores para lidar com a diferença
- Cooperação pais-professores
- Necessidades e expectativas das famílias;
- Competências comunicacionais e interações positivas entre profissionais e família;
- Construção de sentimentos de autonomia, competência e dignidade;
- Participação ativa nas decisões;
- Redução de fatores de stress.
3ª sessão
a)Trabalho presencial (3,5 horas)
Sessão plenária, seguida de discussão e debate sobre os seguintes conteúdos:
II - Necessidades especiais: definição e respostas
- Pressupostos fundamentais dos processos de diferenciação Pedagógica
- Avaliação enquanto processo regulador da aprendizagem
- Mediação leitora ( ler para aprender)
- Aprendizagem cooperativa interpares
- Trabalho colaborativo dos docentes
- Desafios da Interdisciplinaridade/transdisciplinaridade
b) Trabalho não presencial (1hora)
Atividade reflexiva sobre os conteúdos apresentados
4º sessão
a)Trabalho presencial (3,5 horas)
III - Construção de materiais didáticos para a aplicação em sala de aula
- Orientações para a construção de materiais didáticos específicos que concorrem para a diferenciação dos processos
de ensino e de aprendizagem
- Seleção dos conteúdos e dos contextos de implementação
- Construção de materiais didáticos
b) Trabalho não presencial (4 horas)
Construção dos materiais didáticos numa perspetiva interdisciplinar.
5ª sessão
a)Trabalho presencial (3,5 horas)
- Apresentação/reflexão dos materiais/Instrumentos e projetos em construção, elaborados.
b) Trabalho não presencial (2horas)
Reorganização/reajustes dos materiais e procedimentos para a implementação em contexto educativo
6ª sessão
a)Trabalho não presencial (12 horas)
IV – Intervenção pedagógica
Implementação dos materiais/Instrumentos/procedimentos no contexto educativo
b) Trabalho presencial (3,5 horas)
IV – Intervenção pedagógica
Monitorização do processo de implementação
7ª sessão
a)Trabalho presencial (4 horas)
-Apresentação dos resultados da intervenção pedagógica realizada pelos formandos
-Atividades de debate/discussão sobre a pertinência das abordagens adotadas nos percursos implementados
-Avaliação final do programa de formação.
b)Trabalho não presencial (6 horas)
Elaboração de uma reflexão final e organização do portefólio pessoal.

 

Regime de avaliação dos formandos
A avaliação será contínua, individual e em grupo, e final, privilegiando-se a assiduidade, a participação e o desempenho dos formandos em cada uma das sessões presenciais, bem como, a pertinência e a adequabilidade dos materiais produzidos, a criatividade, a organização, a atualidade e a apresentação dos trabalhos elaborados, tendo
em conta:
- 25% - Participação, realização das tarefas nas sessões conjuntas, assiduidade e pontualidade;
- 60% - Produção de trabalhos e de materiais didáticos, investigação e aplicação em contexto educativo;
- 15% - Qualidade de um portefólio pessoal (incluindo uma reflexão final sobre o trabalho realizado).
A classificação final resultará da média ponderada das classificações atribuídas aos itens anteriores. A escala de avaliação (1 a 10 valores) tem em conta o referencial da escala de avaliação prevista no n.º 2 do artigo 46º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 75/2010, de 23 de Junho, alterada pelo Dec. Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro de 2012:
Excelente – de 9 a 10 valores;
Muito Bom – de 8 a 8,9 valores;
Bom – de 6,5 a 7,9 valores;
Regular – de 5,0 a 6,4 valores;
Insuficiente – de 1,0 a 4,9 valores
A aprovação na oficina de formação dependerá da obtenção de classificação igual ou superior a 5 valores e da frequência mínima de 2/3 do total de horas conjuntas da ação.
Forma de avaliação da acção
Preenchimento de um questionário pelos formandos e pelos formadores, cujos dados serão tratados pela entidade formadora.
Relatório dos formadores.
Parecer do especialista que acompanhará a ação.
Ratificação da avaliação atribuída aos formandos e opinião geral efetuada em reunião da comissão pedagógica